sábado, 13 de julho de 2013

Atividade para o 6º ano

Que tal aprender brincando com um caça-palavras?
Os alunos do 6º ano normalmente adoram este tipo de atividade. 

Caça palavras sobre a Mesopotâmia:
1-    Povos que viveram na Mesopotâmia.
2-    Escrita inventada pelos sumérios.
3-    Código que possuía a lei do “olho por olho, dente por dente”.
4-    Grande rei do Império Babilônico.
5-    Rios da Mesopotâmia:
6-    Nome dos templos na Mesopotâmia.
7-    Planta usada como “papel” pelos egípcios.
8-    Divindade egípcia com corpo de leão e cabeça humana.
9-    Escrita egípcia:
1-  Religião egípcia: 

H O U J I D L N E A T A N D E S S V X A N E U F R A T E S A
G I H E M R S U A R R Y R T A T E N A I B A O A M C E R Q E
R T R O S U M E R I O S C R A J H G I E I O I S L J P N A N
O A Ç O W O T D S W Y A U F M R P N H E A E R S M K O A G R
D O O S I P T O U A T R A R T S A N A C A F A I B M O L W D
A F I L G O R E I H R Y R I A T E N P I B A O R M C E R Q E
B T R O T P N I C R P O C B A J H G A E I O I I L J P N A N
F E N U A U E A I M L T S A O B A G P S A T E O T A R H C A  
E E O P A C O P R V R I O R C M E U I S A O R S R T C R I B  
O U S A T I R O M A N A C U F I S B R O L W D L I S E M R U  
T A T E N A I B A O A M C M R Q E H O I E I O I E I J P N C  
O T D S W Y A U F M R P N A E A E M R S U A R R Y E T A T O  
A M C E R Q E R T R O T P H I C R P O C O Y T S H T N T N D  
A T E O A A R T T O T P O E P H E O A N E S U O N I R S T O  
A R R Y R T A I E N A I B D O A M C N R P E O A R L M R S N
R T R O T P G I C R P O C O A J H G I E D O I E L O P N A O
O A Ç O W R T D S W Y A U G M R P N H L A E R T M P O A G S
D O O S E P T O U A T R A I T S A N A C A F I S B M O L W O
S I H E E R S U A R R Y R D A T E C A I B A O A M C E R Q R
O T R O T S N I C R P O C O A J H G I E I O I E L J P N A R
I E N U A U F A I M G I H C M R S U A Z I G U R A T E S A I
D T R O T P N I C R P O C R A J H G I E I O I E L J P N A N
A A Ç O W O T D N W Y A U F M R P N H E A E R T M K O A G R
C O O S I P A T L G B E R I A T I C U N E I F O R M E A R T
A E R E O I P T T A E I T A M O E I H F D O H R O T P M A X
Referência: JÚNIOR, Alfredo Boulos. História, Sociedade & Cidadania.  Manual do Professor. 7° ano. Ed. FTD. São Paulo. 2009

Dica de leitura

Ensino Médio: Desinteresse e Indisciplina

O mundo corre célere, até outro dia abordávamos a questão da Geração Y, agora é a Geração Z, ou seja os jovens nascidos a partir de 1980. Estes por sua vez já nasceram inseridos no mundo tecnológico e acostumados a comunicarem-se na velocidade da internet. Tantos jovens, em tese, melhor informados, porque então o abandono e o desinteresse no Ensino Médio é tão alto ?

 

Aula sobre Primeira Guerra Mundial - 3º ano de Ensino Médio

                                                                         

OBJETIVOS:

·      Identificar as causas e as conseqüências dos conflitos da Primeira Guerra Mundial para compreender sua abrangência no cenário mundial;

·       Conhecer os efeitos destes conflitos para identificar  transformações econômicas, sociais e políticas dos países envolvidos;

·      Questionar a realidade da época discutindo soluções para os problemas encontrados, utilizando pensamento lógico, criatividade e capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando a sua adequação ao contexto;

·         Conhecer o contexto que influenciou o Tratado de Versalhes para perceber as idéias inseridas no mesmo;

·         Compreender os resultados provocado pelo Tratado de Versalhes para os países envolvidos nos conflitos e destacar as medidas punitivas impostas sobre a Alemanha;

·         Desenvolver uma atitude de repúdio às guerras e outras formas de violência, e de valorização do diálogo, da tolerância e da justiça. 

 

METODOLOGIA:

- Expositiva dialogada;

- Análise de texto;

- Mapa Conceitual;

- Atividade em duplas;

 
DESENVOLVIMENTO

            A professora iniciará a aula relembrando com os alunos como estava a Europa no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial. Assuntos já abordados nas aulas anteriores.

            Cada aluno receberá uma cópia do texto a seguir:

Primeira Guerra Mundial (1914 -1919)
 
Além das disputas por territórios entre as nações imperialistas, outros fatores geraram a Primeira Guerra Mundial.
· Rivalidade anglo-alemã – a Inglaterra e a Alemanha eram países rivais, pois ambos competiam para vender seus produtos industrializados.
· Rivalidade franco-alemã – a França era a uma antiga rival da Alemanha, rivalidade esta gerada pela perda de territórios franceses (Alsácia e Lorena) para os alemães durante a Guerra Franco-Prussiana.
· Rivalidade russo-alemã – a Alemanha e a Rússia entram em choque devido aos planos alemães de construir uma ferrovia chamada de Berlim-Bagdá, que permitiria aos alemães explorar o petróleo do Oriente Médio.
· Rivalidade austro-russa – a Rússia criou a ideologia do pan-eslavismo, segundo a qual era obrigação da Rússia manter os povos de origem eslava sob sua tutela, o que justificava sua expansão em busca de outros territórios, gerando assim a revolta de vários povos.
· Questão Balcânica – um pequeno país denominado Sérvia desejava formar a Grande Sérvia, anexando os territórios de Montenegro, Bósnia e Herzegóvina, habitados por povos eslavos. Apesar do apoio da Rússia, que, defendia o pan-eslavismo, a Sérvia sofria a oposição do Império Turco e do Império Austro-Húngaro, que não queriam perder seus territórios.
Diante deste jogo de interesses e do inevitável choque que estes causariam, iniciou-se uma política de alianças entre os países com o objetivo de defender interesses em comum. Para isso, organizaram-se dois grandes blocos: a Tríplice Aliança, que reuniu a Alemanha, o Império Austro-Húngaro e a Itália, e a Tríplice Entente, composta por Inglaterra, França e Rússia.
Mas um acontecimento geraria conseqüências terríveis. Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húngaro, e sua esposa foram assassinados em Sarajevo, capital da Bósnia, por um estudante sérvio, membro de uma organização nacionalista sérvia. Imediatamente, a Áustria reagiu, exigindo que a Sérvia iniciasse uma perseguição a esse tipo de organização e que uma comissão austro-húngara investigasse o crime. Mas a Sérvia não aceitou tais imposições e o Império Austro-Húngaro invadiu-a em agosto de 1914.
Em virtude da política de alianças, uma reação em cadeia foi acionada. A Rússia posicionou-se em defesa da Sérvia, declarando guerra à Áustria; em seguida, a Alemanha reagiu, declarando guerra à Rússia; os aliados da Rússia (França e Inglaterra) declararam guerra a Alemanha.
Iniciou-se assim uma guerra de proporções até então inimagináveis. Durante esse conflito, toda a força econômica dos países nele envolvidos foi investida em armamentos, gerando a morte de mais de 60 milhões de pessoas.
A guerra estava equilibrada entre os dois lados, mas dois fatos mudaram os rumos dela: a Rússia retirou-se da guerra e os Estados Unidos entraram nela ao lado da Tríplice Entente.
Nessa altura, os exércitos estavam muito esgotados. Com isso, o exército norte-americano, com plena força e muito bem armado, acabou gerando um desequilíbrio nas forças de guerra a favor da Tríplice Entente.
Sem condições de se reorganizar, em 1918, a Alemanha e seus aliados rendem-se, assinando o armistício e submetendo-se às condições impostas pelos países vencedores.
Terminava assim a guerra. Além da devastação total das nações que dela participaram, essa guerra gerou uma grande crise econômica.
Com o fim das operações militares, os vitoriosos reuniram-se em janeiro de 1919, no palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, para as decisões do pós-guerra. As conversações resultaram no Tratado de Versalhes, que considerou a Alemanha culpada pela guerra e criou uma série de determinações que visavam enfraquecê-la e desmilitarizá-la. Por esse tratado, a Alemanha perdia todas as suas colônias ultramarinas e parte de seu território europeu para os franceses, ingleses e seus aliados. Era ainda obrigada a indenizar as potências aliadas pelos danos causados.
  Somado ao fato de que essas mesmas potências conseguiram, ao final das discussões diplomáticas ocorridas nesse período, manter praticamente intactas suas possessões na África e na Ásia, ocorre, na década de 1920, o fortalecimento da supremacia econômica e financeira dos Estados Unidos, da Inglaterra e da França.
Fonte: Sesi Educação – Apostila Ensino Médio/ História

           
            Os alunos serão orientados para que realizem primeiramente uma leitura individual, destacando as palavras desconhecidas. Assim como também deverão destacar a frase/palavra que julgarem mais importante, dentro de cada parágrafo.

            A professora coordenará a realização da leitura coletiva do texto. A medida que os alunos forem lendo, a professora tirará as dúvidas quanto as palavras desconhecidas e darás as explicações sobre o assunto. Os alunos serão estimulados a participarem para melhor assimilação do conteúdo.

Dicas de artigos sobre o Rádio no Brasil

Vale a pena Ler!!!

Vargas e o rádio como espetáculo




Rádio, populismo e cultura, Brasil e Argentina (1930-1955)

Texto sobre o Ensino de História

CERRI, Luis Fernando. Ensino de História e Nação na Propaganda do “Milagre Economico. In: Revista Brasileira de História -Tempos do sagrado. Anpuh – Humanitas Publicações, vol. 22, nº 43, 202.

A consciência é um tema evanescente e incompreendido tanto na fisiologia humana como na psicologia coletiva, o termo “consciência”, devido ao seu aspecto metafísico, pode ser entendido como uma entidade abstrata. De outro lado, o conhecimento do passado é uma operação intelectual os novos métodos científicos na tentativa de estabelecer uma ponte entre a consciência e o conhecimento histórico, a adoção dos métodos da psicologia coletiva apareceu como um recurso, permitindo definir tanto a consciência como o objeto, relacionando-os com a representação social.

As representações mentais aparecem como entidades de natureza cognitiva refletindo, no sistema mental de um indivíduo, da produção de uma imagem que o tema elabora utilizando suas cognições, elas mesmas dependentes de substrato neurológico. No entanto, como é impensável tratar o humano como um ser desintegrado de todo o meio, e compreendido como "espírito puro", é necessário considerar a produção de representações mentais no intercâmbio que cada indivíduo tem com seu meio ambiente, bem como quais são as características do meio, através das experiências, envolvem a produção de uma representação mental particular.

A consciência histórica pode ser conceituada primeiramente pelo espaço que ela ocupa, ou seja, pelos condicionamentos que impõe à vida social, pelas condições das quais participa no processo de estabelecimento dos grupos humanos e de seu inter-relacionamento. Referimo-nos, em primeiro lugar, à necessidade humana de estabelecer significados para o(s) grupo(s) do(s) qual(is) se participa, significados que se encontram não exclusivamente no passado, no presente e no futuro que se constrói e que se imagina para a coletividade.

Desta forma, a consciência histórica é o nome que se atribui a esses significados que são construídos em (e/ou por) cada grupo humano sobre si próprio, caracterizando-se no tempo e no espaço.

Pensar historicamente o ensino de história contribui para uma ampliação dos processos educativos que ocorrem através dos meios de comunicação de massa, sendo este um dos desafios contemporâneos, na medida em que o século XXI indica o crescente papel das diversas mídias na formação educacional, ocupando espaços cada vez maiores dentro e fora da escola. Assim, pensar historicamente abrange o estudo das formas e processos pelos quais são constantemente feitas e refeitas as múltiplas consciências da historia ao longo do tempo, sendo que diferentes consciência histórica coexistem em uma sociedade e são compostas tanto por representações dominantes contemporâneas quanto pela permanência de outras que tiveram maior importância em outros momentos históricos.

O ensino de História é a peça indispensável na compreensão dos fatos históricos, cabe ao professor articular com a realidade e as possibilidades de transformar essa disciplina em um grande mecanismo formador de consciência e gerador de oportunidades, devendo reforçar a necessidade do conhecimento das mensagens educativas. A Nova História nova defende o papel histórico em formar, emancipar e libertar pensamentos, e cabe ao professo executar esse papel em sala de aula em conjunto com os alunos, aproximando questões ensinadas com a realidade vivida.

Portanto, o ensino de Historia não é o foco central da formação do cidadão, mas como um dos poucos possíveis a fazer uma leitura de diferentes projetos e imagens que nos são repassados diariamente, responsáveis então pela formação da consciência histórica dos homens, o que possibilita a construção de identidades, a elucidação do vivido, a intervenção social e o conhecimento individual e coletivo.

Texto sobre o Movimento Farroupilha


In: Breve inventário de temas do Sul / organizado por Luiz Roberto Pecoits Targa – Porto Alegre: UFRGS – FEEE; Lajeado: UNIVATES, 1998.

 
O Movimento Farroupilha é algo presente no imaginário gaúcho, bem como na historiografia rio-grandense e brasileira. Independente da corrente que estuda o movimento seja do aspecto separatista ou não, o movimento é um marco histórico para o Rio Grande do Sul é para o Brasil, pela sua trajetória epopéica, pela duração de dez anos, por essa luta sangrenta, mostrando desde aquela época o grande exército que o Estado gaúcho possui.  Movimento esse organizado pelos estancieiros, que fundaram uma República independente em 1836, sem o reconhecimento do Império, e que se renderam apenas com a assinatura do Tratado de Paz do Poncho Verde em 1845.

O Movimento é visto por alguns, como uma luta em prol dos direitos dos gaúchos em âmbito nacional, porém o movimento reforça o sentimento nacionalista de ser rio-grandense, orgulho esse expresso no feriado de 20 de setembro.

A Revolução Farroupilha é um tema bastante trabalhado pela historiografia rio-grandense, visto que este movimento ganhou relevância, tanto na produção historiográfica quanto no imaginário popular. Mesmo sendo um tema comum nos livros de História do Brasil, a Guerra dos Farrapos é observada, inicialmente, a partir da perspectiva agro-exportadora e somente ao longo do tempo, esta memória tem sido modificada, dando espaço para controvérsias e impasses na produção historiográfica.

Na historiografia e na literatura produzidas no Rio Grande do Sul há distorções que confundem os fatos, alguns autores fazem apologia aos heróis e condenam os traidores. Outros tentam desmistificar, mas poucos acrescentam ao conhecimento do contexto, às motivações e consequências do movimento dos farrapos, colocando em  discussão o caráter separatista ou não do movimento e observando a problemática da identidade regional e nacional. Porém, estudos históricos e produções literárias mais recentes têm sido mais objetivas, destacando que o movimento farroupilha rio-grandense fez parte de exigências locais e esteve inserido no jogo das questões nacionais e internacionais típicas da primeira metade do século XIX. Neste contexto, vale ressaltar que a historiografia recente avançou bastante na contestação das versões herdadas do passado. Com um trabalho baseado nas fontes, os estudos recentes questionam a visão da Revolução Farroupilha como não separatista e exclusivamente brasileira, os diferentes posicionamentos dos farrapos a respeito de federação, república e separatismo, bem como os entrelaçamentos das lutas rio-grandenses nas disputas no Rio da Prata.

Ao abordarmos a questão de fronteiras é preciso, inicialmente ressaltar que a palavra fronteira não é neutra, mas carregada de valores. Fronteira é fato social, no sentido empregado por Durkheim em As Regras do Método Sociológico (1895), [...] Ela é uma coisa criada (feita) pelos seres humanos. Coisa social, exterior, que se impõe (coercitiva) a dada coletividade. Porém, mesmo sendo reais, nem sempre as fronteiras são visíveis, pois além de fronteiras físicas, sedentárias, como as fronteiras geográficas entre os Estados, podemos pensar também em fronteiras nômades, espaços de encontro entre sujeitos diferentes no miolo dos Estados e não exclusivamente em suas bordas físicas. Se dois grupos culturais diferentes se encontram no miolo do Estado, tal encontro há um quê de encontro de fronteira (cultural), mesmo não ocorrendo nas bordas físicas do Estado. Fronteiras físicas e culturais são fronteiras em movimento, elas podem ser modificadas e possuem um prazo maior ou menor de validade. As fronteiras físicas são mais duráveis, orientadas pela lei e controladas pela polícia de fronteira (para pessoas) e funcionários da aduana (para as mercadorias transportadas pelas pessoas). Já fronteiras físicas e culturais, são criações humanas e não obras da natureza. Ter fronteiras talvez seja natural, mas a feição peculiar de cada fronteira é questão de cultura, criação humana, particular, mutável.

No contexto em que vivemos, fronteira é entendida como meio de articulação dos Estados de manter os seus respectivos limites sazonais, como meio que separa as unidades políticas soberanas, da mesma forma fatores físicos, geográficos ou culturais, o que acaba interferindo na vida cotidiana das populações que vivem em determinados locais. Assim como pode demonstrar o limite onde se exerce o poder soberano, portanto político. Dessa forma, a própria palavra fronteira, está por si só carregada de ambiguidades.

Fronteira, segundo o texto, possui três aspectos fundamentais: o primeiro como fronteira comum, isso acontece quando existe uma mesma economia e a identidade étnica não diferencia do lado divisor, o segundo é a fronteira ativa onde cada lado apresenta formas diferenciadas, onde aparecem diferentes níveis de intercâmbio e por fim a fronteira de trânsito onde a existência do transporte é o único intercâmbio. Dessa forma, a fronteira passa estritamente por momentos históricos, onde a formação de suas divisas acaba ficando coligada ao momento em que determinada região vive e se consolida como formação de seu espaço fronteiriço. A fronteira, portanto, deve ser entendida como um processo de formação social e histórico, sendo na grande maioria abertos e não acabados, portanto conduzidos a um processo de contínua transformação. Dessa maneira muitas vezes a fronteira foi espaço de conflito e rupturas entre Estados, pela própria elaboração dos limites de cada país. As fronteiras acabam sendo motivadoras de novas formas de conhecimento, e obtenção de recursos, por onde governos passam, formam e reformam.

Assim, a fronteira sempre passou pela identidade de condição nacionalista, onde os países procuraram desenvolver determinados limites quanto aos seus respectivos sistemas políticos e econômicos. Segundo o texto "[...] a fronteira geográfica, [...] não estabelece influências mútuas, nem sequer produz a formação social tipicamente regional, [...]". Dessa maneira temos a noção do processo fronteiriço que passou o Rio Grande do Sul, nos momentos em que esteve em continuo conflito político. A fronteira, portanto passa por diversas alterações, a existência de diversas sociedades e o conjunto delas fazem com que em determinado momento elas se formem.

Na realidade a fronteira passa a existir quando dois grupos têm culturas e características diferentes, como a própria linguagem, mas convivem com essas diferenças, ex: Brasil e Argentina. A fronteira ao mesmo tempo, que traz uma nova forma para o homem, proporciona novas adaptabilidades, necessárias para a dinâmica da sociedade.

No que se refere, especificamente, as fronteiras do Rio Grande do Sul, devemos ressaltar dois pontos básicos, um que diz respeito à frente de expansão e o outro a frente pioneira. A frente de expansão diz respeito às fronteiras de civilização, como referencia fundamental seria a civilização indígena, a prova de inclusão do povo. A questão de frente pioneira transfere as situações espaciais e sociais, isso a uma nova sociabilidade fundamentada em novas formas de produzir as alterações do mercado e da mesma forma das relações sociais. Na realidade essas duas questões remetem ao conhecimento dos fatos e a acontecimentos, sendo culturais, étnicos, sociais e até mesmo religiosos, aparecendo como questões de civilizados e não civilizados.

Assim, as fronteiras culturais são determinadas através das culturas diferenciadas, onde busca-se a projeção para os seus valores, como exemplo a catequese que buscava projetar o eu cristão para o selvagem. Assim, as fronteiras entre os povos acabam se dispersando, equivalendo umas sobre as outras, ocorrendo uma espécie de “domínio”, onde uma cultura acaba sendo subjugada a outra. Portanto, diversas foram as formas que o homem usou para organizar suas fronteiras: culturais, sociais ou econômicas. Os homens, os Estados, as nações procuram sempre resguardar suas fronteiras, pelo fato de estarem sempre impregnados de dúvidas, portanto, fronteira envolve questões históricas e não definidas, pelo fato de suas limitações ainda estarem abertas.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Plano de Aula- 2º ano/Ensino Médio

Plano de Aula: Brasil Colonial
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO:

ESCOLA: 

MUNICÍPIO: 

SÉRIE: 2º ano                                                           TURMA: 

NÚMERO DE ALUNOS: 

PROFESSORA :

CARGA HORÁRIA: 2 períodos de 45 minutos cada

DATA: .

ASSUNTO:  Sistemas Administrativos (Capitanias Hereditárias e Governo Geral)

OBJETIVOS :

·       Estabelecer laços de respeito e colaboração entre colegas e professora para que o processo de ensino e aprendizagem ocorra de forma harmoniosa;
·       Conhecer aspectos políticos e econômicos que levaram Portugal a ocupar e colonizar o Brasil a fim de entender o período estudado;
·       Identificar os sistemas administrativos implantados para entender a organização política do Brasil Colonial;

METODOLOGIA:

- Aula expositiva e dialogada;
- Linha de tempo;
- Leitura e interpretação de textos;
- Exercícios escritos;

DESENVOLVIMENTO:

1.Inicialmente, farei a chamada, as apresentações  e explicações necessárias sobre as aulas do estágio, ressaltando a importância deste para minha formação e falarei também sobre a sistemática dos comprovantes que eles terão que fazer durante todas as aulas; abrirei espaço para que eles tirem dúvidas ou façam algum comentário. : (Tempo previsto:5 minutos)

  
            2. Depois deste momento inicial, colocarei a data e o assunto geral das aulas no quadro (Brasil Colônia); abaixo deste título, colocarei o assunto da aula de hoje (Sistemas Administrativos- Capitanias Hereditárias e Governo Geral). (Tempo previsto: 5 minutos)
    
            3. Para retomar o que a turma já estudou e iniciar o assunto da aula, farei com eles, anotando no quadro, uma breve revisão sobre o período anterior à colonização e sobre o início da colonização do Brasil, explicando estes tópicos:
·        Século XV e XVI- expansão européia/ grandes navegações;
- 1492- o navegador Cristóvão Colombo chega à América;
- 1494- Tratado de Tordesilhas (divisão entre Espanha e Portugal);
- 1500- o navegador Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil, tomando posse em nome da Coroa Portuguesa;
- 1509- fundação do primeiro estabelecimento português no Brasil;
- 1530- expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza no Brasil;
- 1532-fundação de São Vicente, a primeira vila do Brasil.
- 1534- o Brasil é dividido em Capitanias Hereditárias;
- 1548- criação do Governo Geral no Brasil;
 (Fonte: COTRIM, Gilberto. História Global/Brasil e Geral. São Paulo: Editora Saraiva, 2007)
(Tempo previsto: 10 minutos)

             4. Pedirei que a turma copie esta pequena revisão no caderno e, enquanto eles copiam, entregarei o seguinte texto, que será lido em voz alta, pelos alunos; conforme faremos a leitura, eu irei explicando o texto:
                                     
                                                A colonização do Brasil
Inicialmente, a Coroa Portuguesa não teve interesse em explorar o território brasileiro, uma vez os lucros não seriam imediatos e que o comércio de produtos africanos e asiáticos era vantajoso; por isso, as primeiras expedições foram apenas para reconhecimento do território e para garantir a posse. As primeiras expedições confirmaram a existência de pau-brasil (madeira da qual se extraía um corante utilizado no tingimento de tecidos); devido à abundância desta madeira no litoral brasileiro, a Coroa portuguesa estabeleceu o monopólio sobre a exploração do produto e os indígenas eram utilizados para a extração da madeira. A extração do pau-brasil atraía os contrabandistas estrangeiros, o que levou o governo português a enviar expedições militares ao litoral brasileiro.
Apenas trinta anos após a chegada de Cabral os portugueses colonizaram efetivamente o Brasil. O comércio português com a África e Ásia estava em crise, reduzindo os lucro; além disso, invasões de outras nações européias ameaçavam a posse da colônia. A primeira expedição colonizadora foi comandada por Martim Afonso de Souza, que chegou em 1531. Nesta expedição, Martim Afonso tinha poderes para procurar riquezas, combater estrangeiros, policiar, administrar a povoar as terras coloniais.
Com o objetivo de viabilizar a colonização, a Coroa portuguesa adotou um sistema administrativo já utilizado em outras colônias: as CAPITANIAS HEREDITÁRIAS. Este sistema consistia na doação de largas faixas de terras aos capitães donatários, regulamentadas pelas Cartas de Doação.O donatário deveria colonizar sua capitania, fundando vilas e protegendo seus colonos contra os ataques dos nativos e de estrangeiros. Deveria ainda cumprir o monopólio real do pau-brasil e do comércio colonial. Apesar de seus amplos poderes administrativos, o donatário era um mandatário do rei e não um senhor com autonomia total.
Foram criadas 15 capitanias hereditárias, doadas a particulares entre 1534 e 1536; as capitanias que mais prosperaram foram as de São Vicente e, sobretudo a de Pernambuco. O sistema de capitanias, de maneira geral, acabou por fracassar e, para tentar auxiliar na administração e na colonização, foi criado o sistema de GOVERNO GERAL, em 1548.
            Este sistema foi a forma encontrada para tentar centralizar a administração colonial; o governador-geral tinha muitos poderes, mas também muitas obrigações: neutralizar a constante ameaça dos indígenas, reprimir os contrabandistas, fundar povoações, construir navios e fortes, incentivar o cultivo da cana-de-açúcar, procurar metais preciosos e defender os colonos. Seus auxiliares, encarregados das finanças, da defesa do local e da justiça eram, respectivamente, o provedor-mor, o capitão-mor e o ouvidor-mor.
            Mais tarde, em 1570, a administração colonial foi divida entre dois governadores: um em Salvador e outro no Rio de Janeiro. Entre 1578 e 1608, a administração voltou a ser unificada e depois disto, novas divisões administrativas foram feitas.
           As capitanias hereditárias e os governos-gerais continuaram e conviveram até o século XVIII, enquanto ocorria a progressiva criação de capitanias da Coroa; nestas capitanias a administração era feita por um governador pelo rei e estas foram os poucos substituindo as capitanias hereditárias particulares.
Da forma como estavam organizadas a administração e a exploração econômica, a Colônia e a maioria da população serviam apenas ao estado mercantilista e capitalista português, seguindo as diretrizes das elites administrativas, comerciais e proprietárias da Metrópole e da Colônia.  (Fontes: VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Editora Scipione, 2011/ COTRIM, Gilberto. História Global/Brasil e Geral. São Paulo: Editora Saraiva, 2007) (Tempo previsto: 25 minutos)

5. Após a leitura e explicação do texto, solicitarei que a turma cole o texto no caderno e então faremos as seguintes atividades:
1. No texto que lemos anteriormente, vimos que inicialmente Portugal não estava interessado em colonizar o Brasil. Diante disto, destacar quais foram os principais motivos que levaram a Coroa portuguesa a interessa-se em colonizar efetivamente o Brasil? R: O comércio português com a África e Ásia estava em crise, reduzindo os lucro; além disso, invasões de outras nações européias ameaçavam a posse da colônia.

2. Observe as imagens abaixo, que fazem referência aos sistemas administrativos implantados no Brasil colonial. A partir disto, descreva cada um deles, ressaltando as características de cada um: R: CAPITANIAS HEREDITÀRIAS: Este sistema consistia na doação de largas faixas de terras aos capitães donatários, regulamentadas pelas Cartas de Doação. O donatário deveria colonizar sua capitania, fundando vilas e protegendo seus colonos contra os ataques dos nativos e de estrangeiros. Deveria ainda cumprir o monopólio real do pau-brasil e do comércio colonial. Apesar de seus amplos poderes administrativos, o donatário era um mandatário do rei e não um senhor com autonomia total. Foram criadas 15 capitanias hereditárias, doadas a particulares entre 1534 e 1536; as capitanias que mais prosperaram foram as de São Vicente e, sobretudo a de Pernambuco. O sistema de capitanias, de maneira geral, acabou por fracassar. GOVERNO GERAL: Este sistema foi a forma encontrada para tentar centralizar a administração colonial; o governador-geral tinha muitos poderes, mas também muitas obrigações: neutralizar a constante ameaça dos indígenas, reprimir os contrabandistas, fundar povoações, construir navios e fortes, incentivar o cultivo da cana-de-açúcar, procurar metais preciosos e defender os colonos. Seus auxiliares, encarregados das finanças, da defesa do local e da justiça eram, respectivamente, o provedor-mor, o capitão-mor e o ouvidor-mor  
(Tempo previsto: 30 minutos)

6. Farei a correção oralmente, tirando dúvidas que ainda possam existir e pedirei que esta atividade também seja colada no caderno. Para encerrar e fazer o fechamento da aula de hoje, colocarei no quadro a frase da aula, para que a turma reflita sobre ela:
 “A colonização do Brasil serviu a quem?” Esta frase será retomada no início da próxima aula, como forma de relembrar o conteúdo da aula de hoje. (Tempo previsto:15 minutos)