OBJETIVOS:
·
Identificar as causas e as conseqüências
dos conflitos da Primeira Guerra Mundial para compreender sua abrangência no
cenário mundial;
·
Conhecer
os efeitos destes conflitos para identificar transformações econômicas, sociais e políticas
dos países envolvidos;
·
Questionar a realidade da época discutindo
soluções para os problemas encontrados, utilizando pensamento lógico,
criatividade e capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e
verificando a sua adequação ao contexto;
·
Conhecer o contexto que influenciou o
Tratado de Versalhes para perceber as idéias inseridas no mesmo;
·
Compreender os resultados provocado pelo
Tratado de Versalhes para os países envolvidos nos conflitos e destacar as
medidas punitivas impostas sobre a Alemanha;
·
Desenvolver uma atitude de repúdio às
guerras e outras formas de violência, e de valorização do diálogo, da
tolerância e da justiça.
METODOLOGIA:
- Expositiva dialogada;
- Análise de texto;
- Mapa Conceitual;
- Atividade em duplas;
DESENVOLVIMENTO
A professora iniciará a aula relembrando com os alunos
como estava a Europa no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial.
Assuntos já abordados nas aulas anteriores.
Cada aluno receberá uma cópia do texto a seguir:
Primeira Guerra
Mundial (1914 -1919)
Além das disputas por territórios entre as nações
imperialistas, outros fatores geraram a Primeira Guerra Mundial.
· Rivalidade anglo-alemã – a
Inglaterra e a Alemanha eram países rivais, pois ambos competiam para vender
seus produtos industrializados.
· Rivalidade franco-alemã – a
França era a uma antiga rival da Alemanha, rivalidade esta gerada pela perda de
territórios franceses (Alsácia e Lorena) para os alemães durante a Guerra
Franco-Prussiana.
· Rivalidade russo-alemã – a
Alemanha e a Rússia entram em choque devido aos planos alemães de construir uma
ferrovia chamada de Berlim-Bagdá, que permitiria aos alemães explorar o
petróleo do Oriente Médio.
· Rivalidade austro-russa – a
Rússia criou a ideologia do pan-eslavismo, segundo a qual era obrigação da
Rússia manter os povos de origem eslava sob sua tutela, o que justificava sua
expansão em busca de outros territórios, gerando assim a revolta de vários
povos.
· Questão Balcânica – um pequeno
país denominado Sérvia desejava formar a Grande Sérvia, anexando os territórios
de Montenegro, Bósnia e Herzegóvina, habitados por povos eslavos. Apesar do
apoio da Rússia, que, defendia o pan-eslavismo, a Sérvia sofria a oposição do
Império Turco e do Império Austro-Húngaro, que não queriam perder seus
territórios.
Diante deste jogo de interesses e do inevitável
choque que estes causariam, iniciou-se uma política de alianças entre os países
com o objetivo de defender interesses em comum. Para isso, organizaram-se dois
grandes blocos: a Tríplice Aliança, que reuniu a Alemanha, o Império
Austro-Húngaro e a Itália, e a Tríplice Entente, composta por Inglaterra,
França e Rússia.
Mas um acontecimento geraria conseqüências
terríveis. Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro
do Império Austro-Húngaro, e sua esposa foram assassinados em Sarajevo, capital
da Bósnia, por um estudante sérvio, membro de uma organização nacionalista
sérvia. Imediatamente, a Áustria reagiu, exigindo que a Sérvia iniciasse uma
perseguição a esse tipo de organização e que uma comissão austro-húngara
investigasse o crime. Mas a Sérvia não aceitou tais imposições e o Império
Austro-Húngaro invadiu-a em agosto de 1914.
Em virtude da política de alianças, uma reação em
cadeia foi acionada. A Rússia posicionou-se em defesa da Sérvia, declarando
guerra à Áustria; em seguida, a Alemanha reagiu, declarando guerra à Rússia; os
aliados da Rússia (França e Inglaterra) declararam guerra a Alemanha.
Iniciou-se assim uma guerra de proporções até então
inimagináveis. Durante esse conflito, toda a força econômica dos países nele
envolvidos foi investida em armamentos, gerando a morte de mais de 60 milhões
de pessoas.
A guerra estava equilibrada entre os dois lados, mas
dois fatos mudaram os rumos dela: a Rússia retirou-se da guerra e os Estados
Unidos entraram nela ao lado da Tríplice Entente.
Nessa altura, os exércitos estavam muito esgotados.
Com isso, o exército norte-americano, com plena força e muito bem armado,
acabou gerando um desequilíbrio nas forças de guerra a favor da Tríplice
Entente.
Sem condições de se reorganizar, em 1918, a Alemanha
e seus aliados rendem-se, assinando o armistício e submetendo-se às condições
impostas pelos países vencedores.
Terminava assim a guerra. Além da devastação total
das nações que dela participaram, essa guerra gerou uma grande crise econômica.
Com o fim das operações militares, os vitoriosos
reuniram-se em janeiro de 1919, no palácio de Versalhes, nos arredores de
Paris, para as decisões do pós-guerra. As conversações resultaram no Tratado de
Versalhes, que considerou a Alemanha culpada pela guerra e criou uma série de
determinações que visavam enfraquecê-la e desmilitarizá-la. Por esse tratado, a
Alemanha perdia todas as suas colônias ultramarinas e parte de seu território europeu
para os franceses, ingleses e seus aliados. Era ainda obrigada a indenizar as
potências aliadas pelos danos causados.
Somado ao
fato de que essas mesmas potências conseguiram, ao final das discussões
diplomáticas ocorridas nesse período, manter praticamente intactas suas
possessões na África e na Ásia, ocorre, na década de 1920, o fortalecimento da
supremacia econômica e financeira dos Estados Unidos, da Inglaterra e da
França.
Fonte: Sesi
Educação – Apostila Ensino Médio/ História
A professora coordenará a realização da leitura coletiva
do texto. A medida que os alunos forem lendo, a professora tirará as dúvidas
quanto as palavras desconhecidas e darás as explicações sobre o assunto. Os
alunos serão estimulados a participarem para melhor assimilação do conteúdo.
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