terça-feira, 9 de julho de 2013

Plano de Aula- 2º ano/Ensino Médio

Plano de Aula: Brasil Colonial
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO:

ESCOLA: 

MUNICÍPIO: 

SÉRIE: 2º ano                                                           TURMA: 

NÚMERO DE ALUNOS: 

PROFESSORA :

CARGA HORÁRIA: 2 períodos de 45 minutos cada

DATA: .

ASSUNTO:  Sistemas Administrativos (Capitanias Hereditárias e Governo Geral)

OBJETIVOS :

·       Estabelecer laços de respeito e colaboração entre colegas e professora para que o processo de ensino e aprendizagem ocorra de forma harmoniosa;
·       Conhecer aspectos políticos e econômicos que levaram Portugal a ocupar e colonizar o Brasil a fim de entender o período estudado;
·       Identificar os sistemas administrativos implantados para entender a organização política do Brasil Colonial;

METODOLOGIA:

- Aula expositiva e dialogada;
- Linha de tempo;
- Leitura e interpretação de textos;
- Exercícios escritos;

DESENVOLVIMENTO:

1.Inicialmente, farei a chamada, as apresentações  e explicações necessárias sobre as aulas do estágio, ressaltando a importância deste para minha formação e falarei também sobre a sistemática dos comprovantes que eles terão que fazer durante todas as aulas; abrirei espaço para que eles tirem dúvidas ou façam algum comentário. : (Tempo previsto:5 minutos)

  
            2. Depois deste momento inicial, colocarei a data e o assunto geral das aulas no quadro (Brasil Colônia); abaixo deste título, colocarei o assunto da aula de hoje (Sistemas Administrativos- Capitanias Hereditárias e Governo Geral). (Tempo previsto: 5 minutos)
    
            3. Para retomar o que a turma já estudou e iniciar o assunto da aula, farei com eles, anotando no quadro, uma breve revisão sobre o período anterior à colonização e sobre o início da colonização do Brasil, explicando estes tópicos:
·        Século XV e XVI- expansão européia/ grandes navegações;
- 1492- o navegador Cristóvão Colombo chega à América;
- 1494- Tratado de Tordesilhas (divisão entre Espanha e Portugal);
- 1500- o navegador Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil, tomando posse em nome da Coroa Portuguesa;
- 1509- fundação do primeiro estabelecimento português no Brasil;
- 1530- expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza no Brasil;
- 1532-fundação de São Vicente, a primeira vila do Brasil.
- 1534- o Brasil é dividido em Capitanias Hereditárias;
- 1548- criação do Governo Geral no Brasil;
 (Fonte: COTRIM, Gilberto. História Global/Brasil e Geral. São Paulo: Editora Saraiva, 2007)
(Tempo previsto: 10 minutos)

             4. Pedirei que a turma copie esta pequena revisão no caderno e, enquanto eles copiam, entregarei o seguinte texto, que será lido em voz alta, pelos alunos; conforme faremos a leitura, eu irei explicando o texto:
                                     
                                                A colonização do Brasil
Inicialmente, a Coroa Portuguesa não teve interesse em explorar o território brasileiro, uma vez os lucros não seriam imediatos e que o comércio de produtos africanos e asiáticos era vantajoso; por isso, as primeiras expedições foram apenas para reconhecimento do território e para garantir a posse. As primeiras expedições confirmaram a existência de pau-brasil (madeira da qual se extraía um corante utilizado no tingimento de tecidos); devido à abundância desta madeira no litoral brasileiro, a Coroa portuguesa estabeleceu o monopólio sobre a exploração do produto e os indígenas eram utilizados para a extração da madeira. A extração do pau-brasil atraía os contrabandistas estrangeiros, o que levou o governo português a enviar expedições militares ao litoral brasileiro.
Apenas trinta anos após a chegada de Cabral os portugueses colonizaram efetivamente o Brasil. O comércio português com a África e Ásia estava em crise, reduzindo os lucro; além disso, invasões de outras nações européias ameaçavam a posse da colônia. A primeira expedição colonizadora foi comandada por Martim Afonso de Souza, que chegou em 1531. Nesta expedição, Martim Afonso tinha poderes para procurar riquezas, combater estrangeiros, policiar, administrar a povoar as terras coloniais.
Com o objetivo de viabilizar a colonização, a Coroa portuguesa adotou um sistema administrativo já utilizado em outras colônias: as CAPITANIAS HEREDITÁRIAS. Este sistema consistia na doação de largas faixas de terras aos capitães donatários, regulamentadas pelas Cartas de Doação.O donatário deveria colonizar sua capitania, fundando vilas e protegendo seus colonos contra os ataques dos nativos e de estrangeiros. Deveria ainda cumprir o monopólio real do pau-brasil e do comércio colonial. Apesar de seus amplos poderes administrativos, o donatário era um mandatário do rei e não um senhor com autonomia total.
Foram criadas 15 capitanias hereditárias, doadas a particulares entre 1534 e 1536; as capitanias que mais prosperaram foram as de São Vicente e, sobretudo a de Pernambuco. O sistema de capitanias, de maneira geral, acabou por fracassar e, para tentar auxiliar na administração e na colonização, foi criado o sistema de GOVERNO GERAL, em 1548.
            Este sistema foi a forma encontrada para tentar centralizar a administração colonial; o governador-geral tinha muitos poderes, mas também muitas obrigações: neutralizar a constante ameaça dos indígenas, reprimir os contrabandistas, fundar povoações, construir navios e fortes, incentivar o cultivo da cana-de-açúcar, procurar metais preciosos e defender os colonos. Seus auxiliares, encarregados das finanças, da defesa do local e da justiça eram, respectivamente, o provedor-mor, o capitão-mor e o ouvidor-mor.
            Mais tarde, em 1570, a administração colonial foi divida entre dois governadores: um em Salvador e outro no Rio de Janeiro. Entre 1578 e 1608, a administração voltou a ser unificada e depois disto, novas divisões administrativas foram feitas.
           As capitanias hereditárias e os governos-gerais continuaram e conviveram até o século XVIII, enquanto ocorria a progressiva criação de capitanias da Coroa; nestas capitanias a administração era feita por um governador pelo rei e estas foram os poucos substituindo as capitanias hereditárias particulares.
Da forma como estavam organizadas a administração e a exploração econômica, a Colônia e a maioria da população serviam apenas ao estado mercantilista e capitalista português, seguindo as diretrizes das elites administrativas, comerciais e proprietárias da Metrópole e da Colônia.  (Fontes: VICENTINO, Cláudio; DORIGO, Gianpaolo. História Geral e do Brasil. São Paulo: Editora Scipione, 2011/ COTRIM, Gilberto. História Global/Brasil e Geral. São Paulo: Editora Saraiva, 2007) (Tempo previsto: 25 minutos)

5. Após a leitura e explicação do texto, solicitarei que a turma cole o texto no caderno e então faremos as seguintes atividades:
1. No texto que lemos anteriormente, vimos que inicialmente Portugal não estava interessado em colonizar o Brasil. Diante disto, destacar quais foram os principais motivos que levaram a Coroa portuguesa a interessa-se em colonizar efetivamente o Brasil? R: O comércio português com a África e Ásia estava em crise, reduzindo os lucro; além disso, invasões de outras nações européias ameaçavam a posse da colônia.

2. Observe as imagens abaixo, que fazem referência aos sistemas administrativos implantados no Brasil colonial. A partir disto, descreva cada um deles, ressaltando as características de cada um: R: CAPITANIAS HEREDITÀRIAS: Este sistema consistia na doação de largas faixas de terras aos capitães donatários, regulamentadas pelas Cartas de Doação. O donatário deveria colonizar sua capitania, fundando vilas e protegendo seus colonos contra os ataques dos nativos e de estrangeiros. Deveria ainda cumprir o monopólio real do pau-brasil e do comércio colonial. Apesar de seus amplos poderes administrativos, o donatário era um mandatário do rei e não um senhor com autonomia total. Foram criadas 15 capitanias hereditárias, doadas a particulares entre 1534 e 1536; as capitanias que mais prosperaram foram as de São Vicente e, sobretudo a de Pernambuco. O sistema de capitanias, de maneira geral, acabou por fracassar. GOVERNO GERAL: Este sistema foi a forma encontrada para tentar centralizar a administração colonial; o governador-geral tinha muitos poderes, mas também muitas obrigações: neutralizar a constante ameaça dos indígenas, reprimir os contrabandistas, fundar povoações, construir navios e fortes, incentivar o cultivo da cana-de-açúcar, procurar metais preciosos e defender os colonos. Seus auxiliares, encarregados das finanças, da defesa do local e da justiça eram, respectivamente, o provedor-mor, o capitão-mor e o ouvidor-mor  
(Tempo previsto: 30 minutos)

6. Farei a correção oralmente, tirando dúvidas que ainda possam existir e pedirei que esta atividade também seja colada no caderno. Para encerrar e fazer o fechamento da aula de hoje, colocarei no quadro a frase da aula, para que a turma reflita sobre ela:
 “A colonização do Brasil serviu a quem?” Esta frase será retomada no início da próxima aula, como forma de relembrar o conteúdo da aula de hoje. (Tempo previsto:15 minutos)


Um comentário:

  1. Gostaria de saber quais são as imagens que você cita na questão 2 da atividade.

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