sábado, 13 de julho de 2013

Texto sobre o Ensino de História

CERRI, Luis Fernando. Ensino de História e Nação na Propaganda do “Milagre Economico. In: Revista Brasileira de História -Tempos do sagrado. Anpuh – Humanitas Publicações, vol. 22, nº 43, 202.

A consciência é um tema evanescente e incompreendido tanto na fisiologia humana como na psicologia coletiva, o termo “consciência”, devido ao seu aspecto metafísico, pode ser entendido como uma entidade abstrata. De outro lado, o conhecimento do passado é uma operação intelectual os novos métodos científicos na tentativa de estabelecer uma ponte entre a consciência e o conhecimento histórico, a adoção dos métodos da psicologia coletiva apareceu como um recurso, permitindo definir tanto a consciência como o objeto, relacionando-os com a representação social.

As representações mentais aparecem como entidades de natureza cognitiva refletindo, no sistema mental de um indivíduo, da produção de uma imagem que o tema elabora utilizando suas cognições, elas mesmas dependentes de substrato neurológico. No entanto, como é impensável tratar o humano como um ser desintegrado de todo o meio, e compreendido como "espírito puro", é necessário considerar a produção de representações mentais no intercâmbio que cada indivíduo tem com seu meio ambiente, bem como quais são as características do meio, através das experiências, envolvem a produção de uma representação mental particular.

A consciência histórica pode ser conceituada primeiramente pelo espaço que ela ocupa, ou seja, pelos condicionamentos que impõe à vida social, pelas condições das quais participa no processo de estabelecimento dos grupos humanos e de seu inter-relacionamento. Referimo-nos, em primeiro lugar, à necessidade humana de estabelecer significados para o(s) grupo(s) do(s) qual(is) se participa, significados que se encontram não exclusivamente no passado, no presente e no futuro que se constrói e que se imagina para a coletividade.

Desta forma, a consciência histórica é o nome que se atribui a esses significados que são construídos em (e/ou por) cada grupo humano sobre si próprio, caracterizando-se no tempo e no espaço.

Pensar historicamente o ensino de história contribui para uma ampliação dos processos educativos que ocorrem através dos meios de comunicação de massa, sendo este um dos desafios contemporâneos, na medida em que o século XXI indica o crescente papel das diversas mídias na formação educacional, ocupando espaços cada vez maiores dentro e fora da escola. Assim, pensar historicamente abrange o estudo das formas e processos pelos quais são constantemente feitas e refeitas as múltiplas consciências da historia ao longo do tempo, sendo que diferentes consciência histórica coexistem em uma sociedade e são compostas tanto por representações dominantes contemporâneas quanto pela permanência de outras que tiveram maior importância em outros momentos históricos.

O ensino de História é a peça indispensável na compreensão dos fatos históricos, cabe ao professor articular com a realidade e as possibilidades de transformar essa disciplina em um grande mecanismo formador de consciência e gerador de oportunidades, devendo reforçar a necessidade do conhecimento das mensagens educativas. A Nova História nova defende o papel histórico em formar, emancipar e libertar pensamentos, e cabe ao professo executar esse papel em sala de aula em conjunto com os alunos, aproximando questões ensinadas com a realidade vivida.

Portanto, o ensino de Historia não é o foco central da formação do cidadão, mas como um dos poucos possíveis a fazer uma leitura de diferentes projetos e imagens que nos são repassados diariamente, responsáveis então pela formação da consciência histórica dos homens, o que possibilita a construção de identidades, a elucidação do vivido, a intervenção social e o conhecimento individual e coletivo.

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